Em "Os braços da minha avó", Silvana brinca com tudo o que pode caber nesse colo e termina perguntando: “Como cabe tanto coração / num braço só?”. Ao longo dos poemas, situações comuns ganham contornos fantásticos. A vovó criada pela escritora tem cabelos que dão volta no quarteirão, constrói uma casa na Lua, entra nas histórias que lê e carrega nos braços barcos, flores, animais, livros e sonhos.
A família retratada pela autora ultrapassa os laços de sangue —Silvana considera como “netos do coração” muitas das crianças que frequentam sua casa, principalmente filhos de amigos de seus filhos. Algumas delas aparecem pelo nome em O vestido da vovó. No poema, os bolsos da personagem recebem dezenas de crianças e permanecem abertos para “quem mais a vovó quiser”.
As ilustrações em aquarela são da arquiteta, designer e ilustradora Natália Rossi Bonfiglioli, que tomou a própria Silvana como referência para construir a figura da avó.
Os (a)braços da vovó é dedicado a Biga e Lysie, “as vovós dos meus meninos”. Segundo Silvana, a homenagem reconhece o papel que as duas tiveram na formação de seus filhos e estabelece uma ligação entre diferentes gerações da família.
Autora de "Lia, Flor e Sophia – as meninas-poesia" e "Poemas sortidos", este último também pela Sophia, Silvana escreve para o público infantojuvenil e leva para a literatura experiências acumuladas como professora e diretora de teatro.
Características
TIPO brochura
FORMATO 20 x 24
PÁGINAS 28
PESO 54 g
ISBN 978-65-88609-68-2